Coze-se a cebola às rodelas no azeite sem deixar alourar. Junta-se o tomate cortado em quartos e deixa-se cozer. Assim que o tomate estiver macio, rega-se com 2 litros de água, deixa-se levantar fervura e tempera-se de sal. Adiciona-se o peixe e os poejos, tapa-se e deixa-se cozer.
Retira-se o peixe e junta-se ao caldo os ovos batidos. Deixa-se cozer.
Corta-se o pão e deita-se numa terrina. Rega-se com o caldo, abafa-se um pouco e serve-se o peixe à parte.
Esta sopa pode-se fazer de outra maneira: depois de retirar o peixe, escalfam-se os ovos no caldo. Dispõem-se os ovos escalfados sobre o pão cortado dentro da terrina, rega-se com o caldo e serve-se o peixe à parte.
Sopa tradicional da zona de Almeirim. Segundo a lenda a origem desta sopa está num frade que andava a fazer um peditório com a barriga a dar horas. Para isso pedia apenas um tacho, água e uma pedra para fazer uma sopa. As pessoas admiradas e curiosas para o ver comer a pedra acediam ao pedido. Entretanto ia pedindo aqui e ali umas verduras, umas carnes, feijão, que dizia ser para darem mais sabor, fazendo no final uma sopa riquíssima, sempre com a pedra. No fim comia a sopa e deixava a pedra, que ficava para o novo peditório!